Rua Onze . Blog

Julho 15 2009

 

" [continuação] Perguntas-me se é verdade tudo que o Dr. C. B. diz sobre o Japão. Devolvo-te o artigo, para comparares com as minhas informações. Ha muita verdade, mas tambem ha muita mentira.

 

Durante a guerra, o serviço medico japonez mostrou-se magnifico. A hygiene japoneza é soberba. A cremação dos mortos, geral, deve ser de excellente effeito. Para se imaginar o que vale a hygiene japoneza, basta pensar nos horrores da peste na China, na India e n'outros pontos, durante estes ultimos annos; pois o flagello tem sido introduzido por varias vezes no Japão, em virtude das suas relações commerciaes com a China e a India, mas nunca tem conseguido enraizar, limitando-se as victimas a um infimo numero!... O japonez vive muito ao ar livre, mas de noite fecha em geral as suas janellas. O japonez é vegetariano, mas não por systema; come tambem muito peixe e mariscos; não gosta muito de carne de vacca, mas nas grandes povoações já a come; nas localidades do interior não usa d'ella. A tal comida do homem do campo, composta de tomates, pepinos e saladas, é pêta; o japonez não come tomates, mas beringelas, pepinos, espinafres, nabos, feijão, ervilhas, favas, etc. A alimentação do pobre consta geralmente de arroz cosido sem sal, salmoira de nabos e uma chavena de agua morna. O japonez nunca bebe chá com leite, mas só chá, sem assucar, alguma cerveja e o vinho indigena, saké; quasi nunca bebe agua. Toda a gente toma banho, e frequentemente; o banho é muito quente, e depois d'elle muitas pessoas lavama a cabeça com agua fria; a grande maioria da população, naturalmente pouco abastada, usa dos banhos publicos, pagando menos de 10 reis por cada banho. Eis o que me occorre dizer-te sobre o artigo em questão. [continua] "

 

Excerto de uma carta endereçada a seu sobrinho Joaquim Adriano de Moraes Costa (datas desconhecidas), enviada de Kobe e datada de 18 de Outubro de 1905.

 

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publicado por blogdaruanove às 16:00

Julho 13 2009

 

 

"Recebi hoje uma carta sem data, tua. Respondo. Não repares em não ser o papel tarjado de preto. Não tenho aqui outro á  mão; o luto, pela nossa querida e pobre doente [Emília Regina, sua irmã e mãe de Joaquim Adriano], tenho-o no coração.

 

Hoje mesmo te mandei um telegramma, escripto em francez por não admittir o governo japonez, durante a guerra, que os telegrammas particulares sejam expedidos n'outra lingua que não seja o francez ou inglez. O telegramma foi assim: "Approuve tes vues. Wenceslau". Creio que o receberás sem inconveniente algum."

 

Excerto de uma carta endereçada a seu sobrinho Joaquim Adriano de Moraes Costa (datas desconhecidas), enviada de Kobe e datada de 8 de Maio de 1905.

 

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publicado por blogdaruanove às 16:00

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
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