Rua Onze . Blog

Janeiro 11 2010

 

VIZELA – Vista geral

Bilhete postal circulado de Vizela para o Caramujo, em Agosto de 1917.

Edição da Tabacaria Lemos, Guimarães.

 

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Julho 17 2009

 

1285 = Portugal   Margens do Rio Vizella

Bilhete postal circulado de Vizela para o Caramujo, em Setembro de 1911.

Edição de S. R., Lisboa.

 

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Março 24 2009

 

De baixo para cima, no sentido dos ponteiros do relógio – quatrocentos reis, de 1790, reinado de D. Maria I (1734-1816; rainha, 1777-1816); dois escudos e cinquenta centavos (dois e quinhentos, cinco coroas, vinte e cinco tostões), de 1944; dez escudos (dez mil reis), de 1932, e dez centavos (um tostão), de 1915.

 

"Ainda não ouvi falar de escudos em Vizella. No que diz respeito a dinheiro, pelo que observo e pelo que me dizem, o Minho [em 1926] ainda reza pela cartilha monarquica.

– Como vende os figos, tiasinha?

– Seis á corôa.

– Como vende os lenços, menina?

– Oito mil reis a meia duzia.

Da mesma forma que não se fala em escudos, tambêm não se fala em litros, e o kilo ainda não fez esquecer a libra e o arratel.

– Quanto ganha vocemecê n'um dia, a fiar?

– É conforme, meu senhor. Posso ganhar cinco corôas, se fiar uma meada.

– E quanto pesa uma meada?

– Pesa libra e meia.

O lavrador do Alemtejo exprime a sua produção cerealifera em moios; o lavrador do Minho exprime-a em carros. É o carro de pão, milho ou centeio equivalente a quarenta alqueires. Aqui perto fica o solar d'uma senhora muito rica, possuidora de muitas quintas, pessoa de muito bem fazer e que recolhe, uns anos por outros, trezentos e sessenta e cinco carros de pão – tantos carros como dias tem o ano.

Contou-me o barqueiro do passeio á Ilha dos Amores que esta Senhora, aqui ha anos, teve de pleitear nos tribunaes uma questão de paternidade ilegitima, por ter o seu primeiro marido, de colaboração com uma francesa, engendrado um pimpôlho que se habilitou á herança do pai. Muito devota, a Senhora ofereceu cincoenta contos a S. Torquato se tivesse ganho a causa. Ao mesmo tempo constituiu advogados, não por ter menos confiança no Santo, mas porque havia certas diligencias a fazer junto das testemunhas, que não ficaria bem ao santo fazel-as directamente.

– E vocemecê acha que a Senhora ganharia a questão se a tivesse entregado a S. Torquato, dispensando os advogados?

Agóra ganhava! As testemunhas foram dizer ao tribunal o que os advogados lhes tinham ensinado, e foi por isso que a franceza perdeu.

– Mas S. Torquato recebeu os cem contos?

– Pois se a Senhora fez a promessa, havia de cumpril-a."

 

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 

 

Espécime de uma nota de mil escudos (um conto de reis) de Timor, emitida em 1968.

 

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