Rua Onze . Blog

Novembro 11 2009

 

Num universo de luz, Ícaro. O sonho, a ascensão, a leveza. Na embriaguez da brisa, a sensação de eternidade. Nem tempo, nem espaço. É preciso que chegue o Outono para se conhecer a cor das folhas, o seu cair, o seu morrer. O húmus. Só então é possível compreender Brueghel, onde Ícaro é um provérbio perdido na linha do horizonte, confundindo-se com o ocaso. 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:48

Novembro 10 2009

 

No limiar da sombra, torna-se circular e impaciente o nosso caminhar. Não temos que ir a lugar algum, mas temos pressa. Muita pressa. Sem sair do lugar, movimentamo-nos, enquanto a sombra permanece imóvel. Os nossos passos aproximam-nos da penumbra e parte de nós fica na sombra. Os passos abrandam e a nossa pressa cede perante a inquietação. Apercebemo-nos, finalmente, da vertiginosa e avassaladora velocidade da sombra. Que fazer quando não há Orfeu que nos resgate?

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 19:08

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
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