Rua Onze . Blog

Setembro 11 2009

 

Jorge de Sena (1919-1978), O Indesejado (1951; presente edição, dita segunda, 1974).

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 10:00

Junho 03 2009

 

Capa do volume CARA LH AMAS, Poemas Eróticos e Sarcásticos (1975), baseada no poema visual ESTRUTURALHO, de Ernesto Manuel de Melo e Castro (n. 1932).

 

Transcreve-se um poema escatológico, e não erótico, desse volume:

 

DA CRÍTICA IMPRESSIONISTA

 

a merda medra amigos

no meio um metro dela

desde os modernos aos antigos

a merda medra toda ela

em qualquer unidade

desde os litros aos quilos

floresce sem idade

de mamutes e de esquilos

é substância universal

inevitável cheiro

do pensamento o sal

 

a merda foi criada

com qualidades tais

de impressionismo e odores

só para dar realce e brilho naturais

a críticos quejandos e doutores.

 

Compare-se este com o poema Sua Putidade o Crimertídaco (http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/6730.html), de Jorge de Sena (1919-1978).

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 14:07

Março 25 2009

 

Capa desenhada por Querubim (Querubim Lapa, n. 1925) para a edição portuguesa (1954) do romance Um Rapaz da Geórgia (Georgia Boy, 1943), de Erskine Caldwell (1903-1987). Tradução e prefácio de Jorge de Sena (1919-1978), ilustrações de Birger Lundquist (1910-1952).

 

Na conclusão do prefácio, datado de Dezembro de 1954, Jorge de Sena escreveu: "E se não é para assim nos ouvirmos uns aos outros que por aqui andamos, não se percebe muito bem porque seremos tantos e teremos voz."

 

 

© Rua Onze . Blog


Fevereiro 12 2009

Capa de Poesia – III, editado em Maio de 1978. Um dos últimos volumes publicados em vida de Jorge de Sena.

 

Jorge de Sena (1919-1978) exilou-se no Brasil em 1959, aí tendo permanecido até 1965. Nesse ano, mudou-se para os E.U.A., fixando inicialmente residência em Madison, Wisconsin, e posteriormente em Santa Bárbara, Califórnia, onde veio a falecer. 

No ano em que se assinalam cinquenta anos do seu exílio e noventa do seu nascimento, anuncia-se a doação do seu espólio à Biblioteca Nacional e a intenção de transferir para Portugal os restos mortais daquele que é, indubitavelmente, um dos mais importantes autores do século XX.

 

Capa de By the Rivers of Babylon and Other Stories (1989), uma compilação e tradução de contos anteriormente publicados em Velhas e Novas Andanças do Demónio (1978).

 

De acordo com esse anúncio, ontem oficialmente reiterado na X edição do Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, chegou no passado sábado a Lisboa o primeiro de vários contentores que transportarão o espólio doado por Mécia de Sena à Biblioteca Nacional de Portugal.

Este espólio vem-se juntar ao conjunto de manuscritos, e outro material, anteriormente depositado na Fundação Calouste Gulbenkian, o qual virá também a ser transferido para a BNP, de acordo com o desejo expresso pela viúva do escritor.

A doação inclui ainda os manuscritos das obras publicadas postumamente, os inéditos, volumosa correspondência, fotografias e outros documentos, bem como a sua biblioteca particular, contendo centenas de autógrafos e dedicatórias endereçadas a Jorge de Sena.

 

Capa da edição bilingue (póstuma) de Sobre Esta Praia... Oito Meditações à beira do Pacifico (1979), cuja primeira edição em Português foi publicada pela Editorial Inova, em 1977.

 

Pelo simbolismo do momento, reproduz-se um poema de 1961, inicialmente publicado em Peregrinatio ad Loca Infecta (1969) e posteriormente reunido em Poesia – III:

 

"GLOSA DE GUIDO CAVALCANTI

                                                             'Perchi' I' no spero di tornar giammai' 

 

Porque não espero de jamais voltar

à terra em que nasci; porque não espero,

ainda que volte, de encontrá-la pronta

a conhecer-me como agora sei

 

que eu a conheço; porque não espero

sofrer saudades, ou perder a conta

dos dias que vivi sem a lembrar;

porque não espero nada, e morrerei

 

no exílio sempre, mas fiel ao mundo,

já que de outro nenhum morro exilado;

porque não espero, do meu poço fundo,

 

olhar o céu e ver mais que azulado

esse ar que ainda respiro, esse ar imundo

por quantos que me ignoram respirado;

 

porque não espero, espero contentado."

 

Capa, reproduzindo um detalhe do quadro Ar Livre Nu, c. 1915, de Amadeo de Souza Cardoso (1887-1918), da tradução para Inglês do romance póstumo Sinais de Fogo (1979), publicada pela Carcanet Press em 1999.

 

© Rua Onze . Blog


Fevereiro 05 2009

 

Uma Aventura Inquietante, de José Rodrigues Miguéis (1901-1980).

Ilustrações de Infante do Carmo (datas desconhecidas) para a primeira edição (Dezembro de 1958, de acordo com o cólofon, 1959 de acordo com outras referências), abaixo, e de Luís Filipe de Abreu (n. 1935) para a segunda edição (Dezembro de 1963), acima.

 

Na contracapa da segunda edição publica-se o extracto de uma opinião de Jorge de Sena (1919-1978) sobre a obra:

"Uma meditação sobre a liberdade... páginas inolvidáveis de evocação e caracterização, de justeza e gosto descritivo"

 

 

© Rua Onze . Blog


Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
mais sobre mim
pesquisar
 
Fevereiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28


blogs SAPO