Rua Onze . Blog

Abril 09 2009

 

AOS SOLDADOS MORTOS

 

"E estes de que falo são os que acabarão na India os mais dos feitos que nella se cometerão".

 

Diogo de Couto – Decada VII, Liv. decimo.

 

Meu soldadinho do C.E.P.,

Tu foste à guerra, meu Zé Povinho,

Tu foste à guerra sem saber porquê.

Chegaste triste como gado à feira.

E espavoridamente,

Entanguido no lôdo da trincheira,

Ante teus olhos doces de boisinho

Abriu-se o matadoiro de repente...

Retroava a noite, uivava, estremecia a terra,

Um imenso clarão trovejava, um rasgar

Contínuo de trovões... Era a guerra, era a guerra,

A visão infernal do mundo a desabar,

A terrível visão!...

 

E resignadamente,

Meu Dom Sebastião!

Aceitaste morrer, e morrer devagar.

 

Cemitério de Ambleteuse, Dezembro de 1918.

 

in Alberto Osório de Castro (1868-1946), O Sinal da Sombra (1923). 

 

© Rua Onze . Blog


Abril 08 2009

 

Fotografia de oficial e sargentos dos serviços de medicina e enfermagem do Corpo Expedicionário Português, produzida em casa fotográfica não identificada. Flandres?.

Dimensões: 11,8 x 17,2 cm.

Cerca de 1917.

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 22:00

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