Rua Onze . Blog

Maio 15 2009

 

Sob os seus pés, a gravilha era um cilício em movimento. A cada passo, sofrido mas sereno, relíquias fragmentadas da lapidação de Santo Estêvão cortavam-lhe os pés descalços.

A meio da subida, uma visão. As chagas da pedreira aberta na montanha.

Sob o sol, cada minúscula pedrinha, resvalando e reverberando, reproduzia o calor da fogueira e das brasas que haviam martizado São Lourenço.

Ao fim do dia, no cimo do Brunheiro, sob uma difusa auréola de neblina, o imenso vale aguardando o luar. 

Redenção.

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 17:42

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