Rua Onze . Blog

Janeiro 28 2010

 

Bruxelles   Square du Petit Sablon.

Bilhete postal enviado de Laeken, Bélgica, para Faro, Portugal, em 1914.

Edição de Nels, Bruxelas.

 

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publicado por blogdaruanove às 22:51

Novembro 19 2009

 

Bruxelles   Bois de la Cambre.   Ravin et point rustique.

Bilhete postal enviado de Laeken, Bélgica, para Faro, Portugal, em Janeiro de 1914.

Edição de Nels, Bruxelas.

 

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publicado por blogdaruanove às 18:54

Agosto 24 2009

 

Surgindo com esta designação em 1926, na localidade de Haren, nos arredores de Bruxelas, esta fábrica produziu peças Art Déco cuja decorações rivalizaram com as da fábrica Boch Frères / Keramis, de La Louvière.

 

A exuberância das cores e o inusitado de muitas das formas utilizadas na Cérabelga, se eram suficientes para manter acesa essa competição, não deixavam de traduzir algumas inferioridades técnicas desta fábrica, nomeadamente a ausência de esmaltes em relevo e do craquelé, características que projectavam a Boch Frères / Keramis para um outro patamar de execução.

 

Apesar destas limitações, a empresa revelou-se bastante competitiva relativamente a outras fábricas belgas, como Bergen (que copiava a decoração Gouda originária da Holanda), Mons e mesmo a prestigiada Manufacture Imperiale et Royale de Nimy, tendo mantido lojas em Bruxelas e Paris durante vários anos.

 

Não se conhece a data exacta do seu encerramento, mas crê-se que terá ocorrido no final da década de 1930, com o advento da II Grande Guerra.

 

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publicado por blogdaruanove às 22:51

Agosto 03 2009

 

Em simultâneo com as decorações mate em pasta de grés e com as célebres decorações Art Déco em faiança, onde era aplicada a técnica de esmaltagem cloisonné sobreposta a um craquelé artificial, a fábrica Boch Frères / Keramis produziu ainda decorações menos onerosas e mais conservadoras.

 

Foi o caso das decorações em esmalte escorrido, continuadoras das técnicas e do gosto do final do século XIX, que em parte replicavam de forma mais refinada uma certa tradição da olaria popular vidrada.

 

A tradição cromática oitocentista dos escorridos em verde de ferro ou vermelho de hematite, também praticada em Portugal pela Fábrica Bordalo Pinheiro e pela generalidade das fábricas das Caldas da Rainha, cedeu, contudo, à explosão de tons amarelos e verdes bem característicos da Art Déco, como os que se reproduzem.

 

 

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Março 02 2009

Taça em cerâmica, com decoração a esmalte policromado e ouro, produzida na fábrica Longwy, França.

Década de 1920 ou 1930.

 

A designação Art Déco surgiu e consolidou-se ao longo da década de 1960, considerando os historiadores de arte ser a Exposition des Arts Décoratifs de Paris, em 1925, a exposição que consagra a viragem do estilo Arte Nova para o estilo Art Déco, cuja designação resulta precisamente da abreviatura Arts Décoratifs.

 

O estilo Art Déco veio consagrar uma estilização floral que abandonava muita da ostensivamente exagerada curvilinearidade do estilo Arte Nova, em favor de uma estilização que ora geometrizava as flores ora as tornava mais abstractas, tendendo a aumentar as suas dimensões relativas.

 

Como se pode observar nas peças cerâmicas aqui reproduzidas, o estilo não abandonava totalmente as influências orientalizantes, o que se torna mais evidente na peça de Charles Catteau, a qual, para além de evocar  o craquelé típico das antigas peças de cerâmica oriental, também visível na peça de Longwy, evoca ainda, inequivocamente, o glamour do amarelo imperial.

 

Cigarreira em prata, de punção portuguesa, com a seguinte inscrição no interior: "(...) / Oferta da / Ourivesaria da Guia / 1932".

 

O tratamento geometrizante da Arte Nova de Charles R. Mackintosh (1868-1938) e da Wiener Werkstätte veio a ser repensado e depurado através dos mestres e discípulos da Bauhaus, surgindo então peças decorativas que aliavam materiais inovadores, como a baquelite, o alumínio e o ferro cromado, a outros metais e minerais considerados nobres.

 

Pendente em platina, com esmeraldas e brilhantes, de punção portuguesa anterior a 1938.

 

O contributo português para este movimento passou essencialmente pelo modernismo da arquitectura, mas é também visível em várias peças de joalharia que, contudo não deixam de fazer concessão a influências de séculos anteriores.

 

Este aspecto é particularmente visível no lacinho do pendente aqui reproduzido, inserido numa figura que geometriza e evoca claramente uma flor de papiro. Pormenor que poderá remeter para toda a influência decorrente da descoberta do túmulo e das riquezas de Tuthankamon. (Veja-se ilustração de inspiração similar em: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/15108.html.)

 

Sublinhe-se, contudo, que, a nível internacional, o reconhecimento maior foi atingido pelos escultores Canto da Maia (1890-1981) e João da Silva (1880-1960; cf. http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/85920.html), os quais também viram muitas das suas criações transpostas para cerâmica, bem como pelo arquitecto e designer de interiores, de origem austríaca, Franz Torka (1888-1953), que emigrou para Portugal no final da década de 1920 e colaborou durante vários anos com a Casa Alcobia.

 

 

Jarra em cerâmica, com decoração a esmalte policromado desenhada por Charles Catteau (1880-1966), produzida na fábrica Boch Frères- Keramis, Bélgica. Cerca de 1923.

 

Para mais alguns apontamentos sobre Art Déco, poderá consultar: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/15977.html e http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/15831.html.

 

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