Rua Onze . Blog

Março 05 2009

 

Máscara quioco. Angola, década de 1960 ou 1970.

 

Pelo interesse que o último parágrafo poderá ter para a compreensão da génese de alguma da arte africana produzida no século XX, transcreve-se um excerto do texto de Ruy Burity da Silva (datas desconhecidas), alusivo à exposição Akishi - Máscaras dos Quiocos da Lunda, publicado nesta revista Panorama:

 

"As máscaras de dança ritualista ou de uso, hoje caídas em decadência, notabilizam-se pela grande vitalidade e concentração interior das entidades retratadas. Feitas de entrecasca de árvore, resina, madeira e pano, são abstractamente pintadas de vermelho, negro e branco, personificando as forças maléficas e os espíritos dos mortos, que chamam a si a aplicação dos castigos aos malfeitores, exorcismando e concorrendo para a iniciação dos jovens (mukanda).

A exposição documenta a arte tradicional dos quiocos, no respeitante às máscaras e mascarados (akishi), cujas raízes se acham nas tradições rituais e mitológicas, em contraste com obras das gerações modernas, já num processo acelerado de civilização tecnológica.

De notar, a presença de criações dos artistas privativos do Museu do Dundo da Companhia de Diamantes de Angola, que, ainda hoje, não obstante as alterações verificadas no meio social pela presença de tão grande complexo industrial, vão mantendo as directrizes essenciais dos seus padrões culturais tradicionais, sem deixar, contudo, de se integrarem nas exigências da vida moderna."

 

Capa da revista Panorama, número 30, IV série, de Junho de 1969.

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 22:41

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