Rua Onze . Blog

Setembro 24 2009

 

 

   Mas diz-lhe a estulta vaidade,

   Que não torna a Portugal –

   Nem talvez á humanidade –

   Outro escriptor genial

   Da sua capacidade!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 23 2009

 

 

   Põe sempre a bôca d'esguelha,

   E o monoculo avincado

   Sob o arco da sobrancelha.

   Ninguem lhe dirá, coitado,

   Se a cara é de velho ou de velha.

  

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 22 2009

 

 

   Entrou mais um luctador

   Na arena, com bizarria.

   Gizemos-lhe, a morte-cor –

   Embora seja ousadia –

   O seu ar triumphador!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 21 2009

 

 

   Um dia estas reticencias

   Virão a ser preenchidas,

   Com pessoaes referencias,

   A varões de illustres vidas,

   Mui sãos de suas consciencias!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 18 2009

 

 

   Mas, a promessas ignotas,

   Mandou fazer farda nova,

   Com seus ramos de bolotas,

   De bolso furtado, e escova

   Para lhe engraixar as botas!...

   ................................................

   ................................................

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 17 2009

 

 

   Rosna contra o rei vigente –

   Rosnar de podengo hirsuto –

   E diz que não é decente

   Um rei não ser absoluto,

   E tratar bem toda a gente!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 16 2009

 

 

   Mas, enfim, pode pompear,

   Com as massas e os brazões,

   Iracundo, a excommungar

   Manes dos liberalões,

   Que o pae mandou a enforcar!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 15 2009

 

 

   Só não tinha calculado –

   Prova d'uma alma lavada –

   Que um seu cunhado

   Lhe empolgasse, co'a cunhada,

   Da herança o quinhão mais grado!

  

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 14 2009

 

 

   Pois o pobretão lendario,

   Conquistador d'olhos gázeos,

   Soccorreu-se ao nobiliario,

   E já deitou os gatazios

   Á neta d'um milionario.

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Setembro 11 2009

 

 

   Viram certo rafadinho,

   Temente a Deus e finorio,

   Um Dom Gil Vasques Coutinho

   Padilha Noronha Osorio,

   Neto de Fuas Roupino?!...

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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