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Rua Onze . Blog

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...

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Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...

Chaves em 1915 (III)

blogdaruanove, 11.02.09

8 – Portugal – Chaves – Nascentes das Aguas Termais

Postal editado pela Sociedade de Defesa e Propaganda de Chaves na década de 1920.

  

"De corrida, que o tempo não dá para grandes vagares, vamos de visita ás suas thermas, que ficam dentro da vila, á margem de uma pequena ribeira, denominada Rivellas, muito modesta, e que a poucos metros dali se perde no Tamega. Duas pequenas fontes, sem cobertura, onde a agua borbulha a perto de 70 graus, e uma outra fonte, maiorsinha, com abóbada, tambem de agua a escaldar. São aguas alcalinas, mineralisadas, como as de Vidago e Pedras Salgadas, mas quentes até á ebulição, visto que a sua temperatura, segundo me afirmaram, anda por 70º. Pois bem: estas aguas medicinaes, de valor igual ao das mais afamadas da Europa, são aproveitadas tão somente para usos domesticos – escaldar galinhas, musgar leitões e lavar casas. Que houve ali, no tempo dos romanos, um grande estabelecimento balnear, mas dele não restam vestigios, e o que ali se vê hoje, no genero, é uma ignobil casa onde se alojam, de mistura com suinos, os desgraçados que veem de longe, no desespero das boticadas, socorrer-se da virtude curativa das aguas."

 

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 

 

Em cima, vista parcial das estruturas do balneário termal de Aquae Flaviae, recentemente descoberto no Largo do Arrabalde e ainda em fase de intervenção arqueológica. Apesar de as águas pluviais também ali se acumularem, o espaço das piscinas encontra-se essencialmente inundado por água quente, canalizada a partir de uma nascente não localizada até ao momento, com características semelhantes às da  água disponibilizada nos actuais balneários.

 

Em baixo, imagem da autoria de Fernando Ribeiro que ilustra a implantação dos vestígios descobertos e proporciona uma perspectiva comparada da sua escala. Para uma notícia alargada sobre os vestígios e o espólio encontrado consulte: http://chaves.blogs.sapo.pt/319912.html.

 

 

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Chaves em 1915 (II)

blogdaruanove, 10.02.09

 

25 – Portugal – Chaves – Trecho da Rua Direita

Bilhete postal da década de 1920.

Edição da "Sociedade de Defeza e Propaganda de Chaves". Cliché da Fotografia Alves – Chaves (cujas instalações se podem ver em primeiro plano, à direita).

 

"Tem um aspecto muito original a vila de Chaves, com as suas casas de balcões avançados, as suas varandas de madeira, que nas casas isoladas, ou de esquina, as cingem por completo."

 

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 

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Chaves em 1915 (I)

blogdaruanove, 09.02.09

 

1 – CHAVES   Vista parcial

Postal editado pela Casa Geraldes em data desconhecida (provavelmente na década de 1940), com cliché da Foto Alves.

 

"Aparece-nos Chaves, fresca e coquette, a remirar-se no espelho d'aguas mansas que lhe oferece o Tamega, e a sua veiga, cultivada com esmeros de jardinagem, faz-nos lembrar as extensas varzeas do Ribatejo, d'uma productividade que é mais do que abundancia, porque é a riqueza."

 

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 

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