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Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...

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Brito Pais e Sarmento de Beires

blogdaruanove, 07.04.09

 

Os aviadores portugueses Brito Pais (1884-1934) e Sarmento de Beires (1892-1974).

Bilhete postal editado em 1924.

 

Os majores Brito Pais e Sarmento de Beires já haviam efectuado em 1920 um ensaio de viagem aérea à Madeira, mas foi a sua viagem até Macau, realizada em 1924, que os consagrou na história da aviação.

 

Partindo de Vila Nova de Milfontes em 7 de Abril, os pilotos sobrevoaram Macau na última semana de Junho, tendo acabado por aterrar de emergência numa localidade vizinha, devido ao  mau tempo.

 

A viagem aérea foi realizada em dois aparelhos.

 

Inicialmente utilizou-se um Breguet 16 Bn-2 (companhia activa entre 1911 e 1971, ano em que se fundiu com a Dassault [fundada em 1930 e ainda em actividade]), adaptado e com um motor Renault de 300 cv., adquirido por subscrição pública e baptizado com o nome Pátria. Este aparelho partiu de Portugal com os dois pilotos mencionados, aos quais se juntou posteriormente o alferes mecânico Manuel Gouveia (datas desconhecidas), já em Tunes, na Tunísia.
  

Estes três tripulantes chegaram ao deserto de Thur, na Índia, onde o aparelho acabou por aterrar com danos irreparáveis. Perante o contratempo, e considerando a façanha já realizada, o governo português autorizou a compra de um outro avião. A viagem prosseguiu então num Havilland Liberty DH9 (companhia activa entre 1920 e 1964), de 400 cv., adquirido na Índia e baptizado como Pátria II. Devido à reduzida lotação, Manuel Gouveia acabou por não embarcar neste aparelho.

 

A travessia aérea foi assim concluída com apenas dois tripulantes, Brito Pais e Sarmento de Beires, os quais percorreram mais de 16.000 kms. e voaram mais de 115 horas entre Vila Nova de Milfontes e Macau.

 

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