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Rua Onze . Blog

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...

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Evocações de Eugénio Tavares (II)

blogdaruanove, 17.02.09

 

Um caso recente de evocação de Eugénio Tavares (1867-1930) na literatura ocorre ao longo do romance Oh Mar de Túrbidas Vagas (2005), de Henrique Teixeira de Sousa (1919-2006).

 

Aliás, o título da obra repete um verso de uma morna do poeta, popularmente conhecida como Mar  Eterno:

 

   (...)

   "Oh mar eterno sem fundo,

   sem fim,

   oh mar de túrbidas vagas,  

   oh mar.

 

   De ti, das bocas do mundo,

   a mim,

   só me vêm dores e pragas,

   oh mar.

   Que mal te fiz, oh mar, oh mar,

   que ao ver-me, pões-te a arfar, a arfar,

   quebrando as ondas tuas

   de encontro às rochas nuas."

   (...)

 

A influência da obra do poeta é claramente sublinhada por Teixeira de Sousa antes de iniciar o seu romance, quando este declara:

 

"Sob o signo de Eugénio Tavares, poeta do mar e do amor, no ano em que ocorre o septuagésimo quinto aniversário da sua morte."

 

De facto, o mar e o amor são as linhas de força deste belíssimo romance, a que se junta a força da constante evocação da poesia e das mornas de Eugénio Tavares, entre as quais surge, também, a conhecida Hora di Bai.

 

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