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Fevereiro 11 2009

8 – Portugal – Chaves – Nascentes das Aguas Termais

Postal editado pela Sociedade de Defesa e Propaganda de Chaves na década de 1920.

  

"De corrida, que o tempo não dá para grandes vagares, vamos de visita ás suas thermas, que ficam dentro da vila, á margem de uma pequena ribeira, denominada Rivellas, muito modesta, e que a poucos metros dali se perde no Tamega. Duas pequenas fontes, sem cobertura, onde a agua borbulha a perto de 70 graus, e uma outra fonte, maiorsinha, com abóbada, tambem de agua a escaldar. São aguas alcalinas, mineralisadas, como as de Vidago e Pedras Salgadas, mas quentes até á ebulição, visto que a sua temperatura, segundo me afirmaram, anda por 70º. Pois bem: estas aguas medicinaes, de valor igual ao das mais afamadas da Europa, são aproveitadas tão somente para usos domesticos – escaldar galinhas, musgar leitões e lavar casas. Que houve ali, no tempo dos romanos, um grande estabelecimento balnear, mas dele não restam vestigios, e o que ali se vê hoje, no genero, é uma ignobil casa onde se alojam, de mistura com suinos, os desgraçados que veem de longe, no desespero das boticadas, socorrer-se da virtude curativa das aguas."

 

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 

 

Em cima, vista parcial das estruturas do balneário termal de Aquae Flaviae, recentemente descoberto no Largo do Arrabalde e ainda em fase de intervenção arqueológica. Apesar de as águas pluviais também ali se acumularem, o espaço das piscinas encontra-se essencialmente inundado por água quente, canalizada a partir de uma nascente não localizada até ao momento, com características semelhantes às da  água disponibilizada nos actuais balneários.

 

Em baixo, imagem da autoria de Fernando Ribeiro que ilustra a implantação dos vestígios descobertos e proporciona uma perspectiva comparada da sua escala. Para uma notícia alargada sobre os vestígios e o espólio encontrado consulte: http://chaves.blogs.sapo.pt/319912.html.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 13:00

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