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Rua Onze . Blog

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...

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Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...

A Dança Judenga (LIV)

blogdaruanove, 03.09.09

 

   Os tribunos são aos centos,

   E é summo o poder do artifice,

   Onde ha variados portentos,

   Com seu maximo pontifice,

   Atirado aos quatro ventos!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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Autógrafos - Rodrigo Guedes de Carvalho

blogdaruanove, 02.09.09

 

Rodrigues Guedes de Carvalho (n. 1963), Mulher em Branco (2006).

 

 

Jornalista, escritor e argumentista de cinema, Rodrigo Guedes de Carvalho publicou dois outros romances, para além deste – Daqui a Nada (1992) e A Casa Quieta (2005).

 

No romance Mulher em Branco somos colocados perante um discurso narrativo fragmentário que alterna entre o antes e o agora com uma multiplicidade de diálogos, monólogos e pensamentos que se aproximam do ritmo do zapping televisivo.

 

A amnésia da personagem que dá título ao romance serve de pretexto para uma abordagem do relacionamento em famílias disfuncionais e para uma visão das relações afectivas na sociedade actual.

 

Do romance transcreve-se uma breve passagem:

 

"Escuta, cala-te, foi sem querer, vai bardamerda, não pensei, pensasses, não sei o que é, eu sei, então é o quê, és um filho da puta, não se manda nos sentimentos, era preciso teres sentimentos, nem sei se me apaixonei, não quero saber, acho que queres senão não estávamos aqui com isto, e nós agora, mas qual nós, mataste-nos, nunca mais, não escolhi, cala-te, cala-te

 

Um vendaval de pedras que atiramos cada vez mais depressa, com mais força, a querer acertar e a querer falhar ao mesmo tempo.

 

Sai, Paulo. É sábado. Toma café, compra o jornal. Fuma. Olha a roupa que trazes. Esquece as palavras. São doutro reino. Um coração não as decifra. Bate mais depressa ou mais devagar. É um bicho. E não ouve."

 

 

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A Dança Judenga (LIII)

blogdaruanove, 02.09.09

 

 

 

   A flux a gloria se expande!...

   Profusas notas de banco

   Chovem, como chove a glande

   Do sobreiro, ao norte franco!

   Tudo é viril, tudo é grande!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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