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Julho 06 2009

 

Nunca me ocorreria, há anos atrás, considerar uma carta dactilografada como algo de muito íntimo e pessoal. Mas hoje, quando passo semanas e semanas sem escrever um postal que seja, e muito menos qualquer carta, daquelas que ainda levam selo e se metem num marco de correio e são consideradas raridade pelos carteiros, recebo estas cartas dactilografadas que me chegam de longe e sinto um conforto que há muito não sentia.

 

Depois de uma primeira leitura, verifico cuidadosamente cada folha de papel, à procura das gralhas encobertas pelo corrector, das letras manuscritas a esferográfica, dos vestígios de calor humano, do que fica por dizer nas entrelinhas do palimpsesto. Com as mãos sobre o papel, fecho os olhos, acariciando-o. E então, perco-me. Perco-me num outro universo, nos seus pequenos mundos, nas suas reentrâncias, onde sinto mais do que penso, acabando por descobrir que as palavras deixaram de ter qualquer sentido.

 

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publicado por blogdaruanove às 23:04
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Julho 06 2009

Base de candeeiro Louwelsa, com o característico vidrado brilhante sobre fundo degradé verde e castanho. Esta dispendiosa decoração pintada à mão era também comum a outras fábricas americanas da época, tendo registado grande sucesso de vendas durante a viragem do século.

 

Fundada em 1872, a fábrica Weller produziu durante o final do século XIX e princípios do século XX cerâmica com características decorativas semelhantes às de outras consagradas fábricas americanas, todas fundadas posteriormente, como a Owens (1895), a Roseville (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/84598.html) e a Rookwood (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/87433.html).

 

Muito similar à série Eocean, a série Louwelsa tornou-se a imagem de marca da companhia no final do século XIX, depois de esta ter adquirido a fábrica homónima em 1895. Entre 1903 e 1904, Frederick Hurten Rhead (1880-1942) desenvolveu também algumas linhas decorativas de sucesso, nos poucos meses em que permaneceu na fábrica, antes de se mudar para a rival Roseville. 

 

Posteriormente, várias outras decorações contribuíram para o reconhecimento da cerâmica artística criada na fábrica Weller, sendo uma das mais famosas a linha Sicardo, desenvolvida entre 1902 e 1907 por Jacques Sicard (1865-1923), que adaptou uma técnica de vidrado de reflexos metálicos  irisados, aperfeiçoada desde 1889 em França por Clement Massier (1845-1917), de quem Sicard tinha sido discípulo.

 

Apesar do reduzido sucesso de vendas e da alta percentagem de peças de refugo (cerca de 70% da produção), esta técnica foi posteriormente retomada e adaptada na própria fábrica Weller por John Lessel (?-1926), que lançou a decoração LaSa

 

Na sequência da II Grande Guerra, como aconteceu com outras empresas cerâmicas, a fábrica entrou em declínio, acabando por encerrar em 1948.

 

Conheça mais alguns exemplos das peças Weller em: http://wisconsinpottery.org/Weller/weller2001show/index.htm.

 

Jarra com perfurações, vidrado mate e decoração em relevo, da série Roma, introduzida em 1912.

 

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Julho 06 2009

 

34   PORTO – O rio Douro próximo da Foz

Bilhete postal circulado do Porto para Lisboa, em Novembro de 1954.

Edição de Passaporte (LOTY).

 

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publicado por blogdaruanove às 19:00

Julho 06 2009

 

Pequeno azulejo, representando uma torre sineira, um catavento e uma cruz, decorado com stencil e pintura à mão.

Produzido na fábrica Aleluia, Aveiro, durante a década de 1950 ou 1960. 

 

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publicado por blogdaruanove às 17:19

Julho 06 2009

 

 

"Tendo chegado a Kobe, onde ha dois dias, mesmo fundeados, apanhámos muito mau tempo, mas sem consequencias funestas, quero mandar-te noticias minhas, ainda que falte o tempo para uma longa carta.

 

Passo regularmente; a viagem tem-me fatigado, mais nada.

 

Kobe é uma importante cidade japoneza, linda como tudo o que é japonez; as suas curiosidades são carissimas, e não chegam á minha bolsa; jarras, por exemplo, de um e dois contos de reis cada uma!... São só para principes.

 

Tenho-me limitado a dar alguns passeios, e ha coisas realmente admiraveis. Uma informação de uns antigos parentes: em Nagazaki esteve comnosco um navio brazileiro; disseram-me que o Guilhobel [José Cândido Guilhobel] está no Rio, é casado e tem 3 filhos; e é um dos officiaes mais distinctos da marinha brazileira."

 

Excertos de uma carta endereçada a sua irmã Francisca Adriana Palmira (datas desconhecidas), enviada de Kobe e datada de 22 de Agosto de 1889.

 

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publicado por blogdaruanove às 16:00

Julho 06 2009

 

"Johnson Line"

 

Apesar de a inscrição manuscrita referir o navio M/S Margaret Johnson, a imagem reproduz, de facto, o navio Annie Johnson, da empresa sueca Johnson Line.

Bilhete postal remetido de Liebefeld, em Agosto de 1956.

 

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publicado por blogdaruanove às 12:16

Julho 06 2009

 

Capa de Leonard Baskin (1922-2000) para o livro de poemas Season Songs (1976), de Ted Hughes (Edward James Hughes, 1930-1998).

 

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publicado por blogdaruanove às 08:26

Julho 06 2009

 

   As familias mais distinctas

   Vão-lhe ás festas cezarianas,

   Nos domingos e nas quintas:

   Cá fóra, as bôcas profanas

   Arrasam o troca-tintas!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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publicado por blogdaruanove às 01:00

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
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