Rua Onze . Blog

Março 11 2009

 

Antunes da Silva (1921-1997), Sam Jacinto (1950).

Capa de Manuel Ribeiro de Pavia (1907-1957).

 

 

Escritor cuja obra se insere no movimento neo-realista, Antunes da Silva abordou muitas das temáticas recorrentes nessa literatura – a luta de classes, a solidão, a desolação e o desamparo, a miséria e o sofrimento dos trabalhadores.

 

De entre as suas inúmeras obras, as mais conhecidas serão as primeiras colectâneas de contos, Gaimirra (1946), Vila Adormecida (1947; cf. a belíssima capa em http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/166278.html), e esta Sam Jacinto, bem como a novela Suão (1960).

 

Para além de prosador, Antunes da Silva foi também poeta e em breve será aqui referido um dos seus primeiros livros de poesia, Canções do Vento (1957).

 

Do conto A Fuga, incluído em Sam Jacinto, transcrevem-se dois parágrafos:

 

"É doloroso dizê-lo, mas é assim. A vila, por muito que se tente, por muito que certos homens se esforcem por erguê-la à sua antiga condição – nem reage. Existe, entre os seus habitantes, um medo da vida, aquilo que o sr. Florentino disse, e muito bem, "ser a tragédia de um povo que perdeu o espírito de iniciativa e a voluntária vontade de lutar..." Almas fracas, influídas pela crise, deram em beber e faltar ao respeito às pessoas de vergonha. As raparigas, nos bailes, aceitam namoro a dois e três rapazes ao mesmo tempo. Os arrendatários de terras, esmorecidos nos seus cometimentos, ficam horas e horas cismando, à espera de milagres que nunca mais vêm...

A vila mudou. Tem outros vícios e menos virtudes... Afaga-se ao passado, ao prestígio de meia dúzia de cidadãos que mantêm intactos os corações puros e virgens da passada mocidade. Os homens que nascem e crescem têm medo da vida. E com esse medo da vida, os homens que nascem e crescem nas planícies tornam-se agora menos solidários e mais hostis. Qualquer menina namora até altas horas e já nem os pais se conseguem fazer obedecer... Ou os pais deixam passar o tempo, ansiosos, à espera que as filhas tenham um lugar de futuro ao sol do mundo, casando com qualquer estanislau..."

 

© Rua Onze . Blog


Março 11 2009

 

Fotografia produzida em papel Leonar. Bósnia Herzegovina?.

Dimensões: 8,9 x 13,8 cm.

Com a legenda manuscrita (a lápis violeta) no verso , em cirílico, Sarajevo e a data de 1930.

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 22:00

Março 11 2009

Photo © http://polemikos.com/?p=235

 

"[...] / metalica, e derretida, que de cima do dito monte desceo athe ao mar / enchendo humas das mais largas e porfundas ribeiras, que nesta / Ilha havia chamada da Baléa [?], e cobrindo grande porção de / terreno como ainda hoje se vê , e se verá athe ao fim do mundo; / por que depois de fria se converteo a dita materia em huma especie / de pedra inepta para produção alguma e rija como ferro, de / cuja qualidade partecipo.

Junto deste monte se acha outro muito menor [rasura] o / qual rebentou em Março de 1769. e lançou outra torrente de / semilhante materia, que esteve a correr perto de 15 dias, e como / isto sucedese da parte desta Ilha, que fica fronteira á de Santi / ago [rasura] tal era o clarão, que esta recebia, que de noite facilmente / se lia huma carta nas praias de que se avista aquela. Esta / torrente formou huma ponta sahida ao mar mais de / 30 braças, e com mais de 10 de altura a qual se chama a Ponta / da queimada nova. Perto da [...], e principalmente / nos labios da abertura do monte, que a expellio, se acha / grande copia de enxofre; porem os habitantes tem / medo de o hirem tirar ao dito monte, tanto pela fresca me / moria da sua irrupção, como pela vizinhança do grande / Volcão, que quando rebentou ferio a muitos e matou a algu / ns com as pedras que disparou.

Alem destes há outros muitos que deitarão as ditas / torrentes, as quais cobrirão grande porção do terreno / desta Ilha principalmente da parte do Sul; em cujo sitio [?] / porem não [...] falta senão aos pastos do gado; porque / [...]"

 

 

© Rua Onze . Blog


Março 11 2009

 

Capa de Alvarez (José Cândido Dominguez Alvarez, 1906-1942) para o romance A Última Dona de S. Nicolau (1864; presente edição, 4.ª, 1937), de Arnaldo Gama (1828-1869).

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 15:42

Março 11 2009

 

LAGOSTA À PORTUGUESA

 

"Prepara-se um caldo com água, cebola, cenouras, sal e pimenta, salsa e louro. Deixa-se ferver durante meia hora, deita-se a lagosta dentro, deixando-se ferver mais meia hora. Retira-se da cozedura e, logo que esteja fria, abre-se e tira-se-lhe a carne, que se corta aos bocados e as ovas, se as tiver.

Numa caçarola deitam-se os tomates passados pela peneira,as cebolas picadas, sal, pimenta e alho, fervendo tudo até estar bem cozido. Vão-se incorporando a farinha e a manteiga no molho dos tomates, ferve, mexendo sempre para não ficar com grumos. Num prato de ir ao forno, deita-se a lagosta e cobre-se com molho. Volta a ferver durante 10 minutos.

Deixa-se arrefecer, servindo-se depois aquecido em banho-Maria."

 

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 11:07

Março 11 2009

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 00:20

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
mais sobre mim
pesquisar
 
Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9





subscrever feeds
blogs SAPO