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Fevereiro 11 2009

 

Ana Marques Gastão (n. 1962), Terra sem Mãe (2001).

 

 

Afirmando-se essencialmente como poetisa, Ana Marques Gastão publicou, para além desta obra, os volumes Tempo de morrer, Tempo para viver (1998), Nocturnos: Canções com Palavras (2002), A Definição da Noite (2003), e Nós-Nudos: 25 Poemas sobre 25 Obras de Paula Rego (2004).

 

Na mesma época em que se publicou Terra sem Mãe, surgiram também duas obras em prosa, de autores de geração posterior, Morreste-me (2000), de José Luís Peixoto (n. 1974), e Este é o Meu Corpo (2001), de Filipa Melo (n. 1972), motivadas pelo mesmo referente – a perda de um ente querido.

 

Partindo desse referente, Ana Marques Gastão ensaia um rito de passagem, procurando renascer para um mundo diferente, onde a palavra mãe remete apenas para a memória de emoções que, através de uma catarse, são transformadas, recriando uma nova ordem interior e um novo discurso do sujeito poético.

 

Da obra, reproduz-se um breve poema:

 

  "Sou o silêncio que ficou

   uma cidade igual às outras

   onde os gritos se esvaem

   e a tua morte se tornou minha.

 

   Em tuas asas

   quebradas

   tudo se desintegra

   menos a memória."

 

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Fevereiro 11 2009

 

Fotografia produzida na Photographie Goupil & Cie., Montmartre, Paris, França.

Dimensões: 8,5 x 5,8 cm.

Século XIX.

 

 

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Fevereiro 11 2009

 

Capa de Stuart Carvalhais (1887-1961) para a primeira edição do romance Ana Paula, Perfil duma Lisboeta (1938), de Joaquim Paço d'Arcos (1908-1979).

 

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publicado por blogdaruanove às 16:33

Fevereiro 11 2009

8 – Portugal – Chaves – Nascentes das Aguas Termais

Postal editado pela Sociedade de Defesa e Propaganda de Chaves na década de 1920.

  

"De corrida, que o tempo não dá para grandes vagares, vamos de visita ás suas thermas, que ficam dentro da vila, á margem de uma pequena ribeira, denominada Rivellas, muito modesta, e que a poucos metros dali se perde no Tamega. Duas pequenas fontes, sem cobertura, onde a agua borbulha a perto de 70 graus, e uma outra fonte, maiorsinha, com abóbada, tambem de agua a escaldar. São aguas alcalinas, mineralisadas, como as de Vidago e Pedras Salgadas, mas quentes até á ebulição, visto que a sua temperatura, segundo me afirmaram, anda por 70º. Pois bem: estas aguas medicinaes, de valor igual ao das mais afamadas da Europa, são aproveitadas tão somente para usos domesticos – escaldar galinhas, musgar leitões e lavar casas. Que houve ali, no tempo dos romanos, um grande estabelecimento balnear, mas dele não restam vestigios, e o que ali se vê hoje, no genero, é uma ignobil casa onde se alojam, de mistura com suinos, os desgraçados que veem de longe, no desespero das boticadas, socorrer-se da virtude curativa das aguas."

 

in Brito Camacho (1862-1934), Jornadas (1927).

 

 

Em cima, vista parcial das estruturas do balneário termal de Aquae Flaviae, recentemente descoberto no Largo do Arrabalde e ainda em fase de intervenção arqueológica. Apesar de as águas pluviais também ali se acumularem, o espaço das piscinas encontra-se essencialmente inundado por água quente, canalizada a partir de uma nascente não localizada até ao momento, com características semelhantes às da  água disponibilizada nos actuais balneários.

 

Em baixo, imagem da autoria de Fernando Ribeiro que ilustra a implantação dos vestígios descobertos e proporciona uma perspectiva comparada da sua escala. Para uma notícia alargada sobre os vestígios e o espólio encontrado consulte: http://chaves.blogs.sapo.pt/319912.html.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 13:00

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