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Fevereiro 05 2009

 

Cairo. Evening tide on the Nile.

Bilhete postal da primeira metade do século XX.

Edição The Oriental Commercial Bureau, Port Said (Egypt).

 

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Fevereiro 05 2009

 

Ilustração, com figura feminina de inspiração Arte Nova, de Alonso (pseudónimo de Joaquim Guilherme Santos Silva [1871-1948]) para a capa do Almanach Bertrand de 1913.

 

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Fevereiro 05 2009

 

Binnenhuisje (Marken)

Bilhete postal (do início do século) circulado de Vila Nova de Gaia para Lisboa, em Dezembro de 1931.

Edição de D. B. M.

 

Alguns outros detalhes suplementares da indumentária feminina da região de Marken podem ser observados em http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/75668.html e http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/205797.html.

 

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Fevereiro 05 2009

 

Zincogravura da segunda metade do século XX, com design de inspiração Arte Nova, para execução do ex-libris de José Figueiredo.

 

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publicado por blogdaruanove às 19:04

Fevereiro 05 2009

 

Pequena máscara de parede (16,5 x 9,5 cm), de região não identificada (provavelmente, Angola), com vestígios de revestimento em verniz.

Primeira metade do século XX.

 

   "Os indígenas [do Bailundo, Angola] são especialistas em curiosos trabalhos de arte gentílica: manipanços originais; esculturas reproduzindo indivíduos, pássaros e animais; pequeninas bocetas, canilhas, cachimbos, e bugigangas de mil feitios, que devéras tentam o indígena europeu.

 

   Interessante de fixar, sôbretudo, o agudíssimo sentido caricatural que imprimem a certas figuras de madeira, em cujos traços é fácil descobrir feições do missionário americano, ou de qualquer autoridade que lhes desagradou. Bastante interessantes estas colecções, umas vezes de graciosos monos, outras apuradas de linhas, especialmente quando reproduzem pássaros pernaltas ou gazelas, que êles recortam, delicadamente, apenas com tosco canivete.

 

   Continuo a notar que a arte que mais interessa  ao negro é a escultura e o bailado; tem vaga concepção da pintura, apenas exteriorizada nalgumas tatuagens, mas possue apurado instinto decorativo, duma grande sobriedade e harmonia, onde os principais motivos são os animais e as plantas, em desenhos duma grande ingenuidade como os ornatos das quindas, pentes, cabaças e outros objectos de seu uso doméstico.

 

   Os ingleses, e ultimamente os franceses, teem enriquecido os seus museus e colecções particulares com magníficos trabalhos de etnografia e arte colonial. Lamento que o interessantíssimo problema da arte gentílica seja uma coisa quási desconhecida em Portugal."

 

in Julião Quintinha (1885-1968), Africa Misteriosa (Volume I; data de publicação impressa no volume, 1928; data de publicação referida na nota final, 1929), pp. 292-293.

 

Pormenor de um bastão em madeira e marfim (90,3 cm), de região não identificada (provavelmente, Angola).

Segunda metade do século XX. 

Note-se a caricaturização do perfil europeu, numa peça artesanal destinada certamente à comercialização urbana.

 

   As doações que ao longo das últimas décadas passaram a integrar o acervo do Museu Nacional de Etnologia (http://www.mnetnologia-ipmuseus.pt/Coleccao.html) e as recolhas, metódicas e significativas,  das colecções da Universidade de Coimbra (http://www1.ci.uc.pt/sdp/prospecto/0203/museus/museu2.html), antecedendo em muitas décadas o texto de Julião Quintinha, consubstanciam uma realidade diferente daquela que o autor regista no último parágrafo.

 

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Fevereiro 05 2009

 

 

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Fevereiro 05 2009

 

Medalha, em bronze dourado e esmalte, cunhada para assinalar os First Annual Games of Minneapolis Athletic Club, realizados em 1913. Módulo: 7,6 cm (três polegadas).

 

O anverso apresenta dois cães da pradaria estilizados para constituir a inicial "M", sobre fundo esmaltado e dourado. O reverso apresenta as cinco argolas olímpicas inscritas com as legendas "Vigor", "Forward", Thought", "Inspire" e "Action". 

 

Para além da informação referida nos parágrafos anteriores, apresenta ainda gravado o nome do vencedor da Mile Relay, Ray Williams, o número 16 e as iniciais do gravador, U. W.

 

 

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Fevereiro 05 2009

 

 

Anverso e verso de uma cédula de 4 centavos emitida pela empresa Bon Marché, de Candido Augusto Esteves & Cª., Prado, Melgaço, no início da década de 1920. Impressão realizada em A Intermediaria, Limitada, Porto. 

 

Para alguma contextualização, consulte: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/209360.html.

 

 

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Fevereiro 05 2009

 

Peça de faiança pintada à mão, produzida na Fábrica de Loiça de Sacavém, Portugal, em meados do século XX. Conhece-se a existência de uma variante desta figura masculina, com o vestuário em tons de azul, e uma figura feminina complementar destas, com o vestuário em tons de amarelo.

 

Com o advento das  grandes navegações oceânicas, no século XV, a influência das civilizações orientais nas artes decorativas europeias ultrapassou em muito as trocas comerciais até então desenvolvidas essencialmente através da mítica Rota da Seda. 

 

A partir do século XVI, a utilização da cerâmica na Europa, que já muito devia à tradição azulejar e às diversas técnicas decorativas aperfeiçoadas no vasto mundo islâmico, passou a reflectir particular interesse na importação de porcelana da China e, em menor escala, do Japão.

 

A tradição policromática da majólica, o prestígio artístico da obra da família italiana della Robia, a produção dos Países Baixos, contribuíram certamente para suster durante algum tempo a vaga da influência orientalizante na decoração cerâmica.

 

O próprio monopólio das Companhias das Índias terá concorrido para retardar essa adopção, e terá tido  influência na tardia descoberta do segredo da porcelana na Europa, mas em meados do século XVII era já evidente a procura de uma gramática orientalizante na produção cerâmica europeia.

  

Terrina de faiança estampada a azul, da série Chinese Games, produzida na fábrica Davenport, Inglaterra, entre 1830 e 1840.

  

A produção de faiança começou então a traduzir esse gosto orientalizante na decoração das peças, essencialmente através da reprodução de modelos decorativos de influência chinesa, facto que originou em Francês o termo chinoiserie

 

Tal tendência manteve-se até ao século XVIII, quando atingiu o seu auge, e marcou inúmeras peças de porcelana, que a Europa entretanto começara a produzir, precisamente nesse século.

 

Embora com o advento do Romantismo a chinoiserie tenha cedido a um acentuado gosto pelo exotismo em geral  e pelas imagens do mundo islâmico em particular, a decoração cerâmica continuou a apresentar insistentemente imagens que seguiam essa inspiração, constituindo notáveis sucessos de venda e perenidade.

 

A popularidade da louça estampada a azul traduz claramente esse gosto e essa perenidade da herança da porcelana oriental decorada, à mão, nesse tom.

 

Prato de faiança estampada a azul, de série não identificada, produzida na fábrica Davenport, Inglaterra, na primeira metade do século XIX.

   

A mais notável das imagens orientalizantes estampadas corresponde à decoração Willow, de origem inglesa, que foi adaptada e reproduzida por dezenas de fábricas, em toda a Europa, até ao século XX.

 

Essa famosa imagem originou uma canção conhecida em toda a região das Potteries, estabelecidas em Staffordshire, cuja oitava descreve os elementos decorativos da mesma:

 

   Two pigeons flying high,

   Chinese vessel sailing by.

   Weeping willow hanging o'er,

   Bridge of three men maybe four.

   Chinese temples stand,

   Seem to take up all the land.

   Apple trees with apples on,

   A pretty fence to end my song.

 

Note-se que o verso "Bridge of three men maybe four" documenta claramente as diversas variantes que a imagem pode apresentar, consoante a fábrica que a produziu.

 

O forte valor icónico desta decoração, familiar a inúmeras gerações, foi consagrado em Behind Quiet Veils of the Blue Willow, magnífica peça cerâmica criada em 2000 por Red Weldon Sandlin (n. 1958), actualmente no acervo do The Newark Museum, E.U.A.

 

Peça de faiança estampada a lilás, da série Willow (Chorão, em Português), produzida na fábrica John Meir & Son, Inglaterra, entre 1837 e 1842.

 

Com a reabertura do Japão ao mundo ocidental, no início da década de 1850, nova tendência voltou a desenvolver-se na Europa e na América, a qual passou a ser conhecida, ainda em Francês, como japonisme.

 

A consagração desta tendência deu-se durante as exposições universais de 1867 e 1878, e estendeu-se à pintura, marcando a obra de artistas como Claude Monet (1840-1926; cf., entre outras, a obra Madame Monet en costume japonais [1875]) e Vincent van Gogh (1853-1890). (Para a discussão de mais alguns aspectos desta tendência cf. http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/30564.html.)

 

Nas artes decorativas, o estilo Arte Nova mergulhou claramente na influência do japonisme, tendo vários negociantes e galeristas perpetuado esta influência, durante décadas, nas suas colecções de xilogravuras japonesas. Um dos mais famosos coleccionadores destas estampas foi o arquitecto americano Frank Lloyd Wright (1867-1959).

 

Esta influência oriental veio a ser obscurecida no início da década de 1920 com a descoberta do túmulo de Tuthankamon, com o revivalismo de influência egípcia que se seguiu, e com as propostas da gramática Art Déco.

 

No entanto, a popularidade da chinoiserie e do japonisme na cerâmica nunca se desvaneceu completamente, continuando diversas fábricas europeias (Sacavém e Vista Alegre, em Portugal, Sarreguemines, em França, Carlton Ware, em Inglaterra, Bing & Grøndahl, na Dinamarca, para referir apenas algumas) e americanas (Rookwood, Roseville) a produzir ao longo do século XX decoração claramente decalcada dessas fontes.

 

Hoje em dia é possível reconhecer, contudo, clara influência da cultura japonesa no minimalismo predominante em algumas tendências das artes decorativas em geral.

 

Peça de faiança estampada a azul sob o vidrado e decorada a ouro e esmalte policromado sobre o vidrado (técnica designada em Inglês por clobbering), produzida na fábrica Copeland and Garrett, Inglaterra, em 1844.

 

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Fevereiro 05 2009

 

Carta, desenhada e colorida à mão, de um jogo com provérbios, em cirílico.

Final do século XIX, princípio do século XX.

 

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publicado por blogdaruanove às 10:04

Fevereiro 05 2009

 

Em 1803, Sua Alteza Real, o Príncipe Regente, era João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança, o futuro rei D. João VI (1767-1826; rei, 1816-1826).

 

Marca de água no papel: Cacciero.

 

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Fevereiro 05 2009

 

[Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário da Cidade Velha de Santiago, recuperada pela Cooperação Espanhola.]

 

Contrastando com a escuridão da pedra vulcânica e da memória negreira, o lastro branco e rosa da herança imperial subsiste, transformado em pedras sepulcrais. 

 

À sombra de uma árvore solitária, guardiã de um adro onde já não ecoam as palavras do Padre António Vieira, os epitáfios quinhentistas, violados e retalhados, consagram o pesado silêncio do passado.

 

Descendo a escadaria, piso piedosas palavras espalhadas pelos degraus e medito nesta notável e cruel vingança do tempo futuro...

 

 

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Fevereiro 05 2009

 

Uma Aventura Inquietante, de José Rodrigues Miguéis (1901-1980).

Ilustrações de Infante do Carmo (datas desconhecidas) para a primeira edição (Dezembro de 1958, de acordo com o cólofon, 1959 de acordo com outras referências), abaixo, e de Luís Filipe de Abreu (n. 1935) para a segunda edição (Dezembro de 1963), acima.

 

Na contracapa da segunda edição publica-se o extracto de uma opinião de Jorge de Sena (1919-1978) sobre a obra:

"Uma meditação sobre a liberdade... páginas inolvidáveis de evocação e caracterização, de justeza e gosto descritivo"

 

 

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Fevereiro 05 2009

 

A New Map of Portugal (c. 1688), da autoria de Robert Morden (c. 1650-1703).

Dimensões da gravura: 13,3 x 11,2 cm.

 

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publicado por blogdaruanove às 02:04

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