A Alma do Grande Sino (XII)
blogdaruanove, 26.05.09

Mas antes que levantasse o dedo, um grito fez-lhe voltar a cabeça. Todos ouviram a voz de Ko-Ngai soando distinta e docemente, como canção de ave sobrepondo-se ao grande trovão das fogueiras. "Por ti, ó meu pai!" E saltou para a branca torrente de metal, enquanto gritava. A lava da fornalha rugiu para a receber, cuspindo monstruosas chispas flamejantes para o telhado, transvasando o rebordo da cratera de barro e levantando uma redemoinhante e multicolorida fonte de fogo. Recuou depois, estremecendo, entre relâmpagos, trovões e murmúrios.
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