Rua Onze . Blog

Novembro 06 2009

 

Tal como aconteceu em diversas colónias dos demais países europeus, os missionários desenvolveram nos territórios portugueses ultramarinos funções que não se limitaram à evangelização strictu sensu. Algumas dessas funções concentraram-se na etnologia e na recolha e registo de tradições orais, de que este volume é um exemplo.

 

Recolhendo e publicando em 1958 estes doze contos chirimas, o padre Alexandre Valente de Matos (n. 1917) iniciou o alargamento da sua obra missionária para o campo da etnologia, onde se veio a destacar pelo seu interesse na cultura dos Macuas, interesse que, entre outras obras, resultou num dicionário Português-Macua (1974). 

 

© Rua Onze . Blog


Outubro 29 2009

 

 

QUELIMANE   BATUQUE

Bilhete postal circulado em Março de 1927.

Edição de Reis Fernandez e Baptista, fotografia de Zimmermann, Nhamacurra, impressão de B. & Co. Z.

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 16:40

Setembro 24 2009

 

Lourenço Marques.   Vista do outeiro.   View from the hill.

Bilhete postal circulado de Lourenço Marques [actual Maputo] para Lisboa, em Agosto de 1908. 

Edição de Spanos & Tsitsias, Lourenço Marques.

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 14:09

Agosto 27 2009

 

Descascando os Cocos – Pealing the Cocoa-Nuts

Bilhete postal da primeira metade do século XX.

Edição de J. Fernandes Moinhos, Lourenço Marques.

 

© Rua Onze . Blog


Agosto 13 2009

 

Estabelecimento de livre comércio entre Moçambique e Goa, e demais terras da Ásia Portuguesa, de que se exceptua o velório (avelório, missanga[s] e quinquilharia). Papel sem marca de água.

 

Apesar da generalização em Português do plural "missangas", a palavra "missanga", na língua original, já se encontra no plural, condição que lhe é conferida pelo prefixo "mi-".

 

 

"(...) Deixara-lhes alguns avelórios e maravalhas tão ao gôsto dos naturais que, se era verdadeira a notícia, eram capazes de trocar a própria alma por uns metros de pano taful. (...)"

 

Excerto do conto Os Degredados, da colectânea Foram Êstes os Vencidos (1945), de Fausto Duarte (1903-1953).

 

© Rua Onze . Blog


Julho 31 2009

 

Eduardo Correia de Matos (1891-1971), Terra Conquistada (1946).

Capa e vinhetas, de abertura e fecho dos capítulos, de autor não identificado.

 

Com a presente obra, o autor obteve o primeiro prémio do Concurso de Literatura Colonial de 1945. Anteriormente, havia já publicado Sinfonia Bárbara (1935) e Há Quem Se Esqueça de Viver (1943). Posteriormente, publicou os volumes Almas e Pão (1948), Mundos do Mundo e Aconteceu em África, ambos em 1955.

 

Ainda em 1945, na colecção Damon, publicou as "Novelas de Cormat" – Do Tecto do Mundo ao Jardim dos Deuses: Romance no Tibet, A Montanha Sagrada: Romance em Bali e Alta Tensão: Romance em Nova Iorque, assinadas com o pseudónimo Cormat.

 

Traduzindo parte da vivência do autor em Moçambique, onde desempenhou o cargo de chefe dos serviços agrícolas de Inhambane, o romance Terra Conquistada entrecruza as tradições locais com a acção colonizadora portuguesa, num discurso narrativo entremeado de diversas expressões de Quelimane e da Zambézia.

 

Tal como aconteceu com outras obras de literatura colonial, esta opção discursiva justificou a inclusão de um glossário anexo, com dezenas de vocábulos, para permitir maior legibilidade de um texto que ocasionalmente se aproxima do registo etnográfico.

 

 

Desta obra transcrevem-se alguns dos parágrafos iniciais:

 

"Analisava-as uma a uma. Nenhuma possuia tantos encantos como Majioa! Havia no rosto dela música aliciante. A entonação da sua voz tinha harmonias de niacatangani. Nos seus olhos de gazela dardejava o poder de domínio do Lipala, o mais astuto combaissa de terras de Quelimane.

 

Andava enfeitiçado. Bem podia dizer que era ela o seu mucuirre. Mecânicamente, fazia coro com os outros no vitelini, mas, no interior do seu cérebro, andava uma voz a recordar-lhe aspirações antigas, ora, exaltante como toque de biri-biri, ora suave como vibração de msirimbo.

 

Aquela voz ia-lhe lembrando ocasiões em que a vira, em requebros de dança, a compasso de cantos e tugurus, ao som de mchito ou de arritimula, em movimentos lascivos, na dobuta, na ingosi, na malé-olé.

 

O tio Rupia, que ali jazia inerte na palhota, tivera-a também em grande apreço. Codjilés de latão a rodear-lhe os artelhos e subindo até quase o meio da perna, pesadas argolas de cobre a pender-lhe das orelhas, grossos colares de contas a envolver-lhe o pescoço, tudo em quantidade maior do que em qualquer outra, bem demonstravam a preferência que Rupia lhe dispensava.

 

Vezes sem conto, Meoéla pretendera seduzi-la. Tinha coqueiros de sobra que daria de indemnização, se o tio viesse a saber que ele o traíra. Ela esquivara-se-lhe, sempre desatenta aos seus rogos, às seduções com que procurava conquistá-la.

 

Desta vez seria sua! Não porque ele fosse o herdeiro do morto. Diversamente do que se dava em outras regiões da Africa, o herdeiro de Rupia seria um filho deste e de Majioa, rapazote de doze anos apenas. Herdaria do pai todos os bens incluindo as mulheres, à excepção da su aprópria mãe. Seria ele, Meoéla, na qualidade de sobrinho do morto, que Majioa teria de aceitar para marido, como era do uso udja mirriba. Podia abandoná-lo no dia seguinte, se não lhe agradasse aquela ligação. Procedendo assim, receberia da família do defunto marido um anel, o pèté, a indicar ter quebrado com ela, para sempre, todas as ligações.

 

À ideia de ser repudiado, confrangia-se o coração de Meoéla. Por que havia Majioa de repudiá-lo? Não era ainda novo? Não era dono de muitos coqueiros? Não faria larga colheita de copra que permutava por capulanas, contas, sal, peixe e outras mais coisas do seu agrado? Se em ocasiões passadas ela se furtara aos seus galanteios, fora certamente por fidelidade ao marido, não por o detestar."

 

 

© Rua Onze . Blog


Julho 12 2009

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 16:26

Maio 12 2009

 

Emitida em Bruxelas, Bélgica, a 30 de Outubro de 1898.

 

© Rua Onze. Blog

publicado por blogdaruanove às 09:43

Maio 07 2009

 

Moendo o Milho – Grinding the Maize

Bilhete postal da primeira metade do século XX.

Edição de J. Fernandes Moinhos, Lourenço Marques.

 

© Rua Onze . Blog


Abril 14 2009

 

Caixa nova, em ébano e marfim, e dados velhos, de séculos, em osso e marfim.

Descubra o único dado em marfim...

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 10:06

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
mais sobre mim
pesquisar
 
Fevereiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28


Visitas
blogs SAPO