Rua Onze . Blog

Novembro 10 2009

 

No limiar da sombra, torna-se circular e impaciente o nosso caminhar. Não temos que ir a lugar algum, mas temos pressa. Muita pressa. Sem sair do lugar, movimentamo-nos, enquanto a sombra permanece imóvel. Os nossos passos aproximam-nos da penumbra e parte de nós fica na sombra. Os passos abrandam e a nossa pressa cede perante a inquietação. Apercebemo-nos, finalmente, da vertiginosa e avassaladora velocidade da sombra. Que fazer quando não há Orfeu que nos resgate?

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 19:08

Aki ó-matsu Hito ó-mayowasu Momiji-kana!...
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