Rua Onze . Blog

Agosto 26 2009

 

Manuel da Silva Ramos (n. 1947), Os Três Seios de Novélia (1969; presente edição, 2008).

 

 

Novela com uma trintena de páginas, Os Três Seios de Novélia surge como um discurso sobre a ficção e a literatura, em forma de um monólogo de narrador que se metamorfoseia em diálogo com a personagem Novélia – ela própria literatura, leit-motiv  e criação literária em si mesma.

 

Dispersando a sua fragmentação narrativa por diversas ruas de Lisboa, evocativas de escritores e da República, e cafés, evocativos de Biarritz e de Londres, a novela desloca-se assim no espaço e no tempo.

 

Pequeno texto onde curtas passagens são muito mais apelativas do que longos parágrafos de outras obras, compreende-se que esta novela tenha recebido (ex-aequo com Um Dia São Dias, de Marta de Lima [pseudónimo de Zulmira Pires de Lima Castilho, n. 1914]) o prémio de novelística Almeida Garrett de 1968 pela frescura e inovação narrativa que trouxe à literatura de então.

 

Depois de uma década sem publicar qualquer texto, Manuel da Silva Ramos lançou em co-autoria o romance Os Lusíadas (1977), só voltando a publicar novamente quase duas décadas mais tarde. O romance Beijinhos saíu em 1996, ano em que também foi co-autor de As Noites Brancas do Papa Negro. Seguiram-se as obras O Tanatoperador e Adeusamália, ambas editadas em 1999, Viagem com Branco no Bolso (2000),  Jesus: The Last Adventure of Franz Kafka (2002), Café Montalto (2003), Ambulância (2006) e O Sol da Meia-noite, seguido de Contos para a Juventude (2007).

 

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publicado por blogdaruanove às 13:49

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