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Julho 01 2009

Última fotografia conhecida de Wenceslau de Moraes, registada em Maio de 1929.

 

A correspondência de Wenceslau de Moraes (1854-1929) tem vindo a ser divulgada regularmente desde o seu falecimento (cf. http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/117595.html), com particular destaque para as Cartas do Japão, publicadas por Armando Martins Janeira (1914-1988) na década de 1970.

 

Contudo, as edições das décadas de 1930 e 1940, que não têm sido alvo de reedição, contêm dados particularmente interessantes sobre o autor e a sua bibliografia. De entre essas, as Cartas Íntimas, publicadas em 1944, apresentam particular interesse.

 

Não pelas indiscrições da eventual intimidade romântica ou amorosa que o título pode sugerir, pois são cartas dirigidas a irmãs, cunhados e sobrinhos, mas pela simplicidade genuína de vulgares textos epistolares que não se destinavam à divulgação editorial e retratam o quotidiano de Moraes sem qualquer artificialismo ou pretensão literária.

 

São ainda particularmente curiosas por retratarem a estadia do autor em Macau e no Japão sem nunca deixarem transparecer quaisquer detalhes sobre a sua vida íntima, os seus amores, as suas relações conjugais, ou os seus filhos.

 

Ao longo de todo este mês transcrever-se-ão pequenos excertos de algumas dessas cartas, procurando revelar detalhes da vivência de Moraes relacionados com a sua descoberta pessoal do Oriente em paralelo com a sua visão, e o seu distanciamento, de Portugal.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 23:56

Julho 01 2009

 

 

Ilustração de Augusto Gomes (datas desconhecidas) para a capa do livro Soldados de Chumbo (c. 1941), de Maria da Glória (datas desconhecidas).

 

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publicado por blogdaruanove às 21:38

Julho 01 2009

 

Fotografia produzida por Fotografia Brasil, Rua da Escola Politécnica, Lisboa.

Dimensões do cartão: (?) x (?) cm.

Década de 1910 ou 1920.

 

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publicado por blogdaruanove às 18:37

Julho 01 2009

 

Luís Filipe Rodrigues (n. 1946), Dizer de Véspera (1983).

 

 

A maior e mais importante colecção editorial de poesia do século XX, Círculo de Poesia começou a publicar durante a década de 1980 os Prémios Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores.

 

A colecção iniciara-se com a publicação de Fidelidade (1958), de Jorge de Sena (1919-1978), e, entre os cento e quinze volumes editados durante os vinte e cinco anos decorridos até 1983, divulgara já obras de poetas tão significativos como Alexande O'Neill (1924-1986), António Ramos Rosa (n. 1924), Eugénio de Andrade (1923-2005), Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), Ruy Belo (1933-1978) e Rui Knopfli (1932-1997), entre muitos outros, não menos significativos.

 

A presente obra de Luís Filipe Rodrigues foi premiada com o Prémio de Revelação de poesia da APE para 1982. A sina que parece envolver todos os autores galardoados com prémios de revelação de poesia não deixou de ser cumprida, pelo que se lhe seguiram apenas dois outros livros – Meses Navegáveis (1988) e Água Principal (1990).

 

Dizer de Véspera reúne poemas sobre o amor e os actos da criação e da  escrita, numa reflexão muito pessoal sobre  a sua génese. Transcreve-se de seguida um dos poemas desse volume:

 

  "DIZER À DISTÂNCIA

 

   Embora as coisas ditas ainda estejam tão por dizer

   nesta sempre espera de que a água se reproduza toda

   no exacto sítio onde a nossa memória se afundou

   é tempo de prevermos os aquedutos e a distância

   que nos separa das quedas de água

   de alcácer-quibir.

   Como esta caneta se vem preparando

   para o florescimento da circum-navegação.

   Como das muitas mágoas ao anoitecer o desejo é tardio

   para nos iludir e os semáforos escassos

   para tais embarcações suspensas. Embora

   com uma carpete de lume no corpo se segure a ilusão

   de que é possível o impossível, bem como

   das grandes neves surgir a chama branca

   esse inesperado anjo de água

   capaz de dizer a ilha onde estamos."

 

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publicado por blogdaruanove às 14:58

Julho 01 2009

 

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publicado por blogdaruanove às 10:37
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Julho 01 2009

 

   Param moinhos de vento –

   Azas do monte e da serra! –

   Mas vae a industria em augmento,

   Que ha moleirinho na terra

   A ganhar cento por cento!

 

Raimundo António de Bulhão Pato (1829-1912), A Dança Judenga (1901).

 

 

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publicado por blogdaruanove às 01:00

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