Rua Onze . Blog

Junho 19 2009

 

 

Panorama de São João do Estoril.   Riviera de Portugal.

Bilhete postal do primeiro quartel do século XX.

Edição dos Armazéns de J. Ferreira do Amaral. Impressão de G. N.

 

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Junho 19 2009

             

 

O opúsculo do poeta Bulhão Pato (Raimundo António de Bulhão Pato, 1829-1912) anteriormente referido (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/142617.html), A Dança Judenga (1901), apresenta um olhar irónico sobre a sociedade portuguesa da época, não deixando de suscitar curiosas leituras paralelas com a sociedade actual.

 

O espírito crítico e mordaz desenvolvido pelo autor nesta obra remete inevitavelmente para as características dos textos dos seus contemporâneos Eça de Queirós (1845-1900) e Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), pese embora o irónico facto de o próprio Eça ter transmutado Bulhão Pato no demodé poeta Alencar do seu romance Os Maias (1888).

 

Assim, porque as "coisas muitas não vistas" da obra continuam, efectivamente, a ser muitas e actuais e nós continuamos a ser um país de "finos artistas", transcrever-se-ão ao longo das próximas semanas as oitenta estrofes que constituem A Dança Judenga, começando hoje pelo seu epigrama:

 

   São coisas muitas não vistas,

   E mui desvairadas gentes,

   Como dizem os chronistas,

   Fazendo as mais excelentes

   Obras de finos artistas!...

 

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publicado por blogdaruanove às 14:47

Junho 19 2009

 

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