Rua Onze . Blog

Julho 09 2009

 

Soneto autógrafo de Mayer Garção (Francisco de Sande Salema Mayer Garção,1872-1930), sem data, dedicado a sua filha Maria Júlia, publicado na obra póstuma Cantos da Esperança e da Morte: Inéditos e Dispersos (1932).

 

   Para Maria Julia

 

   New York

 

   "Cidade monstruosa!" ella lhe chama,

   – e és bem injusta, filha, d'esta vez,

   porque essa forja, que um vulcão inflamma,

   não devorou a tua pequenez.

 

   Pelo contrario: com piedosa chamma,

   amou-te a graça timida, talvez,

   e respeitou, na avesinha que ama,

   o seu coraçãosinho portuguez.

 

   Exhausta, no alto mar, uma andorinha,

   se acaso passa um collossal vapor,

   n'um astro [sic] poisa, a descansar do vôo.

 

   O mastro ri-se; a onda ri, mansinha...

   – Se egual sorriso deste á minha flôr,

   Ó ceo de New York, eu te abençôo!

 

   De teu pae

 

© Rua Onze . Blog

publicado por blogdaruanove às 08:32

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