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Junho 08 2009

Jarra da fábrica Beswick, Inglaterra, da década de 1950.

 

No período pós-guerra, o modernismo desenvolvido pelos países escandinavos nas mais diversas áreas das artes decorativas, ao longo das décadas de 1920 e 1930, passou a assumir formas mais arrojadas e inovadoras em diversos países europeus, mesmo naqueles que demonstravam certa resistência à inovação nas formas.

 

Em Inglaterra, apesar de as cerâmicas de Keith Murray (1892-1981), Susie Cooper (1902-1995) e Clarice Cliff (1899-1972), exemplificarem características modernistas, particularmente quanto ao valor escultórico e despojado da forma, no caso do primeiro, e quanto à exuberância da decoração no caso das ceramistas, foi preciso aguardar pelo pós-guerra para que surgissem peças, como a jarra Beswick reproduzida, onde se combinassem essas duas componentes e onde o aspecto escultórico e decorativo se sobrepusesse à função do objecto.

 

Esta atitude decorreu certamente do contexto artístico onde se vinham a tornar influentes as obras do escultor Henry Moore (1898-1986) e do pintor Hans Arp (1886-1966), traduzindo muito daquilo que se chamava aproximação biomórfica à arte.

 

A Op-Art, de que o pioneiro Victor Vasarely (1908-1997) é provalmente o artista mais representativo, e Nadir Afonso (n. 1920), através da curta fase em que desenvolveu o seu projecto Espacillimité, o artista nacional mais conhecido, também veio a influenciar a cerâmica, como se comprova com esta notável jarra da fábrica portuguesa Aleluia.

 

Jarra da fábrica Aleluia, Aveiro, Portugal, da década de 1950.

 

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